C.C.R

Quem Somos

A Origem do Culto

Ninguém sabe ao certo quando a pilha morreu de verdade. O que se sabe é que o controle da sala continuou funcionando por mais quarenta e sete dias, um número que hoje é sagrado e aparece bordado em quase todos os estandartes do culto. Nesse período, o dono original do controle — hoje reverenciado como o Primeiro Crente — desenvolveu, sem querer, o gesto que se tornaria ritual fundamental da fé: o tapa lateral, aplicado com a palma da mão, num ângulo de aproximadamente 30 graus, sempre acompanhado de uma frase de fé silenciosa.

Quando a pilha finalmente parou de responder no dia quarenta e oito, o culto já existia. Não havia mais volta.

A Doutrina Fundadora

A crença central é simples e, como toda boa fé, completamente indemonstrável: a pilha não morre, ela se torna espírito. O que chamamos de "contato residual nos terminais" é, na verdade, a Pilha Fantasma continuando seu trabalho no plano espiritual, recompensando quem tem paciência e pune quem troca a pilha cedo demais, por pura falta de fé.

Não se troca pilha por capricho. Troca-se pilha quando a Pilha Fantasma decide, silenciosamente, que já fez o suficiente.

Hierarquia Sagrada

O culto é governado por uma estrutura clerical que reflete os diferentes estágios da crença:

O Que Nos Move

Não somos contra pilhas novas. Somos contra a pressa. Vivemos numa época em que as pessoas trocam pilha ao primeiro sinal de fraqueza, sem dar à Pilha Fantasma a chance de provar seu valor. O Culto do Controle Remoto Sem Pilha existe para lembrar que, às vezes, a solução não é substituir — é insistir mais um pouco, com o tapa certo, na fé certa.